terça-feira, 21 de abril de 2009

Renascer anuncia Third Day para o SOS da Vida

A Igreja Renascer em Cristo anunciou no início do mês que a banda americana Third Day se apresentará neste ano no SOS da Vida, evento a ser realizado no dia 2 de novembro, em São Paulo. No site oficial da banda ainda não consta nenhum registro, mas a liderança da igreja afirma que o grupo já assinou contrato e a participação deles está confirmada. O SOS da Vida é organizado anualmente pela Fundação Renascer e, desde a primeira edição em 1991, tem se estabelecido como um dos melhores festivais de música gospel no Brasil. O evento costuma reunir nomes expressivos do gospel nacional e ganhou prestígio principalmente por conseguir trazer grandes atrações internacionais. Nos palcos do festival já passaram Michael W. Smith, Guardian, Whitecross, Bride, Stryper, Petra, Sonicflood, Newsboys, entre outros. Em 2008, as meninas do Barlow Girl foram o destaque. (Via dotGospel)

Jars of Clay: novo álbum e novo site

Jars of Clay lança nesta terça, 21, o mais novo álbum do grupo: “The Long Fall Back To Earth”, com 14 faixas. Enquanto o som resgata certa musicalidade oitentista com a presença de sintetizadores e elementos eletrônicos, embora nem todas as canções tenham essa característica, a letra provoca, de forma aguda e intensa, sobre questões profundas do cristianismo e das relações humanas. O site da banda, como de costume, foi personalizado conforme a temática do novo álbum. Novas músicas, fotos e vídeos já estão disponíveis. O trabalho marca a volta do Jars à Essential Records, gravadora da qual ficaram separados por dois anos. Este é o 10º álbum de estúdio da banda, cuja discografia conta ainda com gravações singles, EPs, lançamentos independentes, coletâneas e projetos especiais, somando mais de vinte registros em quinze anos de carreira. A BV Music é a distribuidora da Essential no Brasil e promete não demorar muito para lançar o novo CD aos fãs brasileiros.
Você pode ouvir o álbum completo em Heart It First.
Confira uma análise do CD na Livraria do Thiago.
Confira também (em inglês) uma resenha do álbum em Jesus Freak Hideout.

sábado, 18 de abril de 2009

Fé Sob Medida: série especial do SBT Brasil

O SBT Brasil, programa jornalístico do SBT, exibiu nesta semana o especial "Fé Sob Medida", uma série de reportagens sobre o movimento de hipersegmentação das igrejas evangélicas, as novas formas de celebração de cultos e a reação católica frente ao avanço das outras igrejas. Confira todos os vídeos da série:

1- Fé Sob Medida: Abertura

2- Fé Sob Medida: Templos para todos

3- Fé Sob Medida: Igrejas da periferia

4- Fé Sob Medida: A reação Católica

Quase lá: Palavrantiga finalizando primeiro disco

As gravações do primeiro disco da banda mineira Palavrantiga já estão no fim. A previsão é que o lançamento saia em junho. O trabalho intitulado “Tudo que eu vi não é tudo o que eu preciso aprender" contará com onze faixas, sendo sete inéditas e quatro vindas do EP “Palavrantiga Vol. 1”, de 2008. As canções do EP podem ser ouvidas integralmente no MySpace do grupo e adquiridas pelo site da Farol Music. O Palavrantiga, banda formada oficialmente em 2007, é uma promessa de qualidade na renovação da música cristã evangélica no país. Antes de encarnarem pra valer o compromisso como banda, os integrantes já assinavam trabalhos importantes em outros ministérios. Os três primeiros álbuns de Heloísa Rosa, por exemplo, tem produção dos rapazes do Palavrantiga. O grupo é formado por Marcos Almeida (vocal), Lucas Fonseca (bateria), Felipe Vieira (baixo) e Josias Alexandre (guitarra).

Confira a seguir o primeiro clip oficial da banda, com a canção “Pensei”, um dos hits do EP:

terça-feira, 14 de abril de 2009

Se eu tivesse duas mãos fazendo a mesma coisa

Duas Mãos ("Two Hands" - Jars of Clay)

Tradução livre

Tenho vivido fora do equilíbrio
Tenho dividido os cabelos e embaraçado fios
Eu sou uma casa que está dividida
No meu coração e na minha mente

Eu uso uma mão para puxar para perto
E outra para empurrar você para longe
Se eu tivesse duas mãos fazendo a mesma coisa
Erguia para o alto, erguia para o alto

Tenho uma disposição fragilizada
Eu sou um mentiroso que tem sede de verdade
E embora eu anseie pela fé para me sustentar
Eu preciso sentir as cicatrizes e ver a prova

Eu uso uma mão para puxar para perto
E outra para empurrar você para longe
Se eu tivesse duas mãos fazendo a mesma coisa
Erguia para o alto, erguia para o alto

E se nós continuarmos escavando podemos alcançar a fundação
De nossas almas
E se nós continuarmos cortando todas as cadeias de nossos corações
Nós vamos perder o controle

E isso é como entregar
É como começar de novo
É como acordar, e você saber que está chegando
Como sinal de um novo dia
Abra os olhos

Se eu tivesse duas mãos fazendo a mesma coisa
Erguia para o alto, erguia para o alto

::
Somos metade. Hemisfério. Parte descompleta de um todo impossível. Somos divisão, conflito, muro, limite, abismo. Somos potência de inteireza, de completude, de perfeição. Mas também de ruína, de cinza, de despojo. Somos força e fraqueza. Queda e subida. Uma parte e outra parte. Um tanto e outro tanto. Um querer e um desquerer. Assim somos: pessoas fracionárias, fragmentos de gente, pedaços de harmonia e desordem. Casa dividida, cidade sitiada, campo minado. Somos moradas de guerra e paz. Lutamos todos os dias contra todos, contra nós mesmos. O olho esquerdo vigia o direito. O pé direito faz armadilhas ao esquerdo. O coração se desentende com o cérebro. A mão destra sai aos tapas com a canhota. A boca nem sempre diz o que o pensamento quer expressar. Assim somos: dízima periódica.

Somos confronto, mistério e espanto. “Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão” já dizia, e dizia bem, Ferreira Gullar. Antes ainda, Paulo aos romanos ponderava: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”. Ser ou não ser, fazer ou não fazer, estar ou não estar: eis as questões. Desde o Éden até agora. Desde o porão do mundo até o telhado de amanhã. Somos contrários e confusos. Somos frágeis: bolha, espuma, seda, faísca e retina. Somos fortes: rocha, leopardo, martelo, fogo e espada. A mão que afaga também afoga. Fere, falseia, fraqueja. Espalha, estraga, explica.

Somos dois. Um medo e uma coragem. Um amor e um ódio. Somos duas. Uma noite e uma manhã. Uma fé e uma desconfiança. Num dia acordamos Caim e dormimos Abel. No outro, somos o contrário. Somos contrários. Contrariamos quem nos é igual e defendemos quem nos é diferente. Somos diferenças. Somos igualdades. Somos e não somos. Somos dúvida, talvez, indecisão. Somos enigma, certeza, revelação.

Somos tudo isso. E vi tudo isso nessa condição: “E se eu tivesse duas mãos fazendo a mesma coisa”. “If I had two hands doing the same thing”, verso de “Two Hands” no novíssimo trabalho de Jars of Clay, “The Long Fall Back To Earth”, carrega o grande peso da temática do álbum: relacionamento. O homem com Deus, o homem com o outro, o homem com ele mesmo. Um problema desde a “fundação de nossas almas”. Na imagem da mão que puxa e da mão que empurra há a tradução do enigma humano, de seu permanente estado de insatisfação, de indefinição. Não se trata de revelar um segredo ou decifrar uma senha, mas de pensar uma lógica, de entender possibilidades. Da compreensão de que somos obra em construção, caminho feito ao caminhar. Começo e recomeço, forma e reforma, matéria em transformação.

Vivemos. E viver é ser casa repartida. Quartos escuros e salas arejadas. Varanda limpa e depósito entulhado. A morte é senhora de uma coisa só: casa suja ou bem arrumada. Ela não vive de equilibrismos. Nós, os divididos, vivemos na tentativa equilibrista. Caímos e levantamos. Erguemos e derrubamos. Todos os dias estamos por um fio, na linha-fronteira da outra metade de nós. E é bom que sejamos metade. Buscaremos em Deus e nos outros o preenchimento necessário, o estoque suplementar de sentido da existência. Se as mãos sempre se entendessem, seríamos fracos ou fortes, tristes ou alegres, feitos de absoluta certeza ou de absoluta indecisão. Mas as mãos não fazem a mesma coisa. Somos mistura: uma coisa e outra ao mesmo tempo. Estamos sempre tão certos como sempre tão errados. Somos pessoas exatas feitas de inexatidão. Ser uma coisa só é perigoso.

As mãos brigam. A vida ocorre no puxa-empurra dos dias, das mãos, das experiências. Se eu tivesse duas mãos fazendo a mesma coisa, elas estariam levantadas para o alto. À Deus, em gratidão. De resto, só quando estiverem entrelaçadas sobre o peito. À morte, em rendição. Por enquanto, há lutas, guerras e combates. E vai morrendo aos poucos o homem de metades que somos. Até ser dia perfeito. Quando não precisaremos mais das mãos, nem dos pés, nem do corpo. Nem de números, de nomes ou de notícias.

Ele é o Leão da Tribo de Judá

Vídeo do DVD Comunhão e Adoração 6 (2007), registro de 30 anos do ministério de Adhemar de Campos.

"Leão da Tribo de Judá" é uma composição de Adhemar de Campos, gravada pela primeira vez em 1996, para o álbum "Momentos de Louvor 3", da Comunidade da Graça.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Suellen Lima e Rosa de Saron na Festilha


A 21ª Festa das Tradições da Ilha – Festilha – de São Francisco do Sul (SC), a exemplo de outras edições, traz neste ano shows com artistas cristãos: Suellen Lima, cantora evangélica da Assembléia de Deus de Curitiba (PR), e Rosa de Saron, banda católica de rock de Campinas (SP), estão na agenda do evento. Suellen, sobrinha da cantora Mara Lima, tem apenas 22 anos e já coleciona dez álbuns e um DVD lançados. O primeiro CD foi gravado em 2000, aos treze anos. Ela se apresenta na Festilha dia 16/04 (quinta-feira) às 21 horas, em show gratuito, no Pavilhão Ilha Grande (Aterro da Babitonga). O Rosa de Saron, grupo formado em 1988 dentro do Movimento de Renovação Carismática Católica, conquistou merecido reconhecimento dentro e fora da igreja nestas duas décadas de atuação. A partir de 2009, a Som Livre (Globo) passou a distribuir o trabalho da banda, gerando grande visibilidade através da divulgação em comerciais de TV. O grupo se apresenta dia 17/04 (sexta-feira), às 21 horas, também no Pavilhão Ilha Grande, abrindo o primeiro show nacional da Festilha.
Criada em 1988, a Festilha busca resgatar as tradições e o folclore da ilha de São Francisco do Sul, a terceira cidade mais antiga do Brasil, com diversas atrações musicais, culturais, folclóricas e gastronômicas. As apresentações com artistas reconhecidos nacionalmente faz com que muitas caravanas de diversos estados venham visitar a cidade. Mais informações sobre o evento e a programação completa no site http://www.sfs.com.br/.

UPDATE:
Os shows são gratuitos.

Em outras palavras... (7)

O Filho do Recluso: coisa do outro mundo, ou melhor, de Portugal:

quinta-feira, 9 de abril de 2009

MercyMe celebra 10 anos de "I Can Only Imagine"


Dez anos se passaram desde que MercyMe explodiu no cenário rock cristão com o single “I Can Only Imagine”. O hit deu a largada para a banda se tornar uma das protagonistas da música cristã contemporânea. Essa década de história é agora registrada e comemorada com o lançamento do projeto “10”, coletânea de dois discos: CD e DVD.

O CD, intitulado “Sound”, traz quinze faixas. Treze são grandes sucessos da discografia do grupo, incluindo duas versões de “I Can Only Imagine”, uma tradicional e outra, inédita, apresentada pela Orquestra Sinfônica de Londres. As outras duas faixas, “Only Temporary” e “Ten Simple Rules”, são músicas novas, feitas especialmente para o álbum comemorativo. “Sight”, o título do DVD, traz onze vídeos musicais de diversos shows pelos Estados Unidos. Dois documentários ainda incrementam o disco: “Faith and Fame: MercyMe” reconta a história da banda em fotos e vídeos; e “Behind the song” mostra as histórias e curiosidades por trás da canção “I Can Only Imagine”.

MercyMe foi formado em 1994 por amigos que se encontraram quando trabalhavam em missões evangelísticas no exterior. O CD de estreia “Preased To Meet You” foi gravado em 1995, de forma independente. O primeiro álbum por uma grande gravadora saiu apenas em 2001, pela INO Records, com “Almost There”, trabalho que lançou “I Can Only Imagine” para o mundo e que rendeu ao grupo dois discos de platina pelas mais de 2 milhões de cópias vendidas.

(Com informações de Jesus Freak Hideout e Wikipedia)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Rodolfo Abrantes e Nengo Vieira dia 24 em Joinville


Rodolfo Abrantes, Nengo Vieira, The Outsiders e DJ Lê fazem a Balada do Rei dia 24/04 (sexta-feira), às 21 horas, na Expoville, em Joinville (SC).
A promoção é da Bola de Neve Church de Joinville (Rua Getúlio Vargas, 871) e o valor do ingresso antecipado é R$ 15,00. Informações pelo telefone (47) 8411-9285.
No dia 25/04 (sábado) o mesmo evento ocorre também em Balneário Camboriú (SC).

Vegan Rock: música que não faz a vontade da carne

Eles curtem frutas, verduras e legumes. E fazem um som saudável. And Then There Were None (ou ATTWN), uma banda de New Hampshire (EUA) que mistura rock com techno, tem uma característica curiosa: todos os cinco integrantes são vegetarianos. E eles não ficam apenas no rótulo: militam intensamente pela causa vegan (diminutivo de “vegetarian”). O grupo tem uma parceria com a organização Peta2, defensora dos direitos dos animais, para educar e esclarecer os fãs. Durante os shows eles entregam panfletos, adesivos e materiais promocionais para divulgar a cultura vegan e denunciar os maus tratos e torturas sofridas pelos animais quando são abatidos em prol da alimentação humana. “A educação é o primeiro passo para a mudança, e estamos fazendo tudo o que podemos para fazer uma diferença”, dizem no site.

O nome da banda é uma referência ao livro da escritora britânica Agatha Christie “Ten Little Niggers” (“Os Dez Negrinhos”), publicado nos Estados Unidos em 1940 como “And Then There Were None” (“E Não Sobrou Ninguém”) para evitar a conotação interpretada como racista do título original. A banda, formada desde 2003, lançou seu primeiro álbum este ano. “Who Speaks for Planet Earth?” (“Quem responde pelo Planeta Terra?”) tem um som atrativo e bem feito, sob o qual repousa o ideal da militância social promovida pelo grupo.

Conheci o ATTWN por aqui, onde você também pode baixar o álbum da banda.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Thiago Rodrigo Banda: novo nome na música joinvilense


Da esquerda para a direita: Daniel, Jefté e Thiago

Três nomes, três amigos, três talentos. E um encontro pela mesma afinidade: a música. Thiago (guitarra, violão e voz), Daniel (teclado) e Jefté (bateria) formam a Thiago Rodrigo Banda, o novo nome (e sobrenome) da música gospel joinvilense. Membros da Assembléia de Deus em Joinville, eles já são conhecidos pelo trabalho de louvor dentro da igreja e agora estão dando as caras também em outros lugares e eventos pela cidade. Destaca-se a presença deles no Compaixão por Santa Catarina, em dezembro de 2008 no Centreventos, e na abertura da apresentação de Lázaro e Banda, no Megacentro Expoville no último dia 27. Nessas participações o grupo tem exposto os primeiros trabalhos que deverão compor o álbum de estreia, já em fase de gravação, prometido para breve. Enquanto o primeiro CD é encaminhado, na internet a banda marca presença no recém-lançado site oficial, que ainda está em desenvolvimento mas já disponibiliza informações, fotos e vídeos para quem quer conhecer melhor o grupo.

Sobre o estilo musical do trio é ainda prematuro definir uma categoria. Pelo que se tem ouvido, mais do que uma “banda gospel” podemos especificar melhor e dizer que são um grupo de indie rock alternativo. Indie por serem de produção independente e rock alternativo por transitarem em diversas vertentes do rock sem assumir particularmente nenhuma delas. É um caminho comum de quem está começando até definir um estilo próprio e diferenciado. As referências dos integrantes são diversas e deixa em aberto várias possibilidades. Os três começaram cedo na música e descobriram logo a vocação. Thiago, líder da banda, já tocou ao vivo em restaurantes, o que exige um conhecimento bem variado de repertório. Daniel tem formação em teoria musical e piano clássico e já fez parte de um ministério de louvor quando ainda estava no Rio de Janeiro. Jefté, nascido em lar cristão, tem uma vivência forte com a música dentro da igreja pela participação em grupos de louvor. A banda encarna, nessa formação, três experiências importantes: a secular, a cristã e a acadêmica. Nessa mistura, a música como louvor, arte e adoração deve gerar bons resultados. É o que a igreja precisa e o público espera. É no que o Amplificador aposta. Bem-vinda Thiago Rodrigo Banda!

Veja e ouça:



Acesse:

[jb]

sexta-feira, 3 de abril de 2009

33 logotipos de igrejas
































A lista é de Kent Shaffer, do Church Relevance. (Via Dan Cort)
Exceto a Christ Church Hawthorne (Austrália) e a Elim International Church (Nova Zelândia), todas são igrejas americanas. Vale também conferir os sites das igrejas (é só clicar nas imagens).
Nos ajude a fazer uma lista nacional: indique os melhores logotipos de igrejas brasileiras!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A volta dos que não foram

A VOZ DO PETRA EM TURNÊ PELA EUROPA
John Schlitt, a voz do Petra ontem, hoje e sempre, está longe de silenciar. Os schlittianos-petramaníacos agradecem. Schlitt está em parceria com a clássica banda sueca de soul Adahl, dos irmãos Frank e Simon Adahl, para uma turnê durante o verão europeu, a partir do segundo semestre deste ano. Não será o primeiro encontro entre Schlitt e os irmãos Adahl. Eles já estiveram juntos também numa turnê no início dos anos 90. A proposta desse reencontro é apresentar aos fãs de John, Frank e Simon canções das carreiras solo de cada um dos vocalistas, além de reviver sucessos históricos que marcaram a vida dos cantores junto as suas bandas.
Schlitt começou a carreira solo enquanto ainda estava na ativa com o Petra. “Shake”, o primeiro álbum, foi lançado em 1995, logo após a banda lançar “No Doubt”. No ano seguinte, veio “Unfit for Suine”. Em 2008, três anos depois de a banda encerrar as atividades, Schlitt volta com “The Grafting”, trazendo aquela sensação de que “o Petra ainda não acabou”. Além dos três álbuns, o vocalista fez ainda o “Project Damage Control” com Louie Weaver (baterista do Petra) e “II Guys from Petra”(2007), do projeto Vertical Expressions entre Schlitt e Bob Hartman (guitarrista-fundador do Petra).


UMA CASA PARA OS DINOSSAUROS DO GUARDIAN
Tão jurássica quanto o Petra, a big band Guardian anunciou o projeto “House of Guardian”, que pretende ser um show feito em vários episódios transmitido pela internet, mostrando performances ao vivo, entrevistas, imagens das gravações e bastidores. O projeto consegue a façanha de reunir integrantes originais da banda - Jamie Rowe (vocal), David Bach (baixo), Tony Palácios (guitarra) e Karl Ney (bateria) - junto com o mais novo membro, o guitarrista Jamey Perrenot. O primeiro episódio da série foi filmado ao vivo na casa de Perrenot. A ideia da nova proposta nasceu a partir de um show na Argentina, quando a banda percebeu a multidão de fãs e simpatizantes que ainda a seguem. Considerando a importância do público latino na carreira internacional da banda, o projeto terá também uma versão em espanhol: "La Casa de Guardian".
Em inglês ou espanhol, o trabalho procura atender as expectativas do público em relação ao trabalho do Guardian e vislumbra à frente lançamentos de novos álbuns e mais shows internacionais. O último álbum de estúdio e de inéditas do grupo foi gravado em 1997 ("Bottle Rocket") e, desde então, os membros se separaram para se dedicarem a projetos pessoais. Mas a banda nunca anunciou seu fim, apesar de muitos a considerarem extinta. Enquanto se apresentavam esporadicamente em shows, eventos e festivais, várias coletâneas eram lançadas – a última foi em 2007, com “The Definitive Collection” – dando sobrevida ao grupo.
Os episódios estarão disponíveis a partir de 15 de abril em http://www.houseofguardian.com/ (inglês) e a partir de maio no http://www.lacasadeguardian.com/ (espanhol).

Confira abaixo o vídeo de divulgação do projeto:

Fonte: JesusFreakHideout (via It.sounds..like...)
(Com informações dos sites dos artistas e Wikipedia)

[jb]

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Rosa de Saron: o “Oficina G3” dos católicos


Definir o som de uma banda pela comparação com o som de outra parece injusto. Melhor: é injusto. Mas quando não conhecemos, precisamos da mínima referência, de um ponto de partida, uma senha que nos permita a motivação em conhecer melhor. O Rosa de Saron é uma banda de rock cristão nascida no final dos anos 80, a exemplo do Oficina, do Fruto Sagrado, do Katsbarnea, do Resgate, entre outras, naquele período em que o rock nacional, religioso ou secular, debutou suas melhores bandas. Se dissesse que Rosa de Saron é uma banda evangélica, não seria difícil acreditar. A banda, formada dentro do movimento de Renovação Carismática Católica, não faz apologia a uma placa denominacional, mas traz letras evangelísticas nas canções, faz crítica social, apresenta baladas românticas e recupera pegadas tradicionais ou mais modernas do rock’n roll. Características também presentes, por exemplo, num Oficina G3 ou num Fruto Sagrado. De fato, Rosa de Saron faz lembrar as grandes bandas evangélicas, pela melodia, pela letra, pelo poder vocal e pela história. Mas, nestes vinte anos de carreira, o grupo fez seu próprio caminho e firmou sua identidade não apenas no meio católico, mas também no secular.

Formada por Guilherme de Sá (voz e violão), Eduardo Faro (guitarra), Rogério Feltrin (baixo) e Grevão (bateria), o Rosa de Saron começou em 1988, na cidade de Campinas (SP), tocando em encontros, retiros, missas e outros eventos dentro do movimento carismático. Após dois anos restritos ao meio cristão, com maior maturidade musical, a banda ganhou espaço e reconhecimento além das paredes da igreja, participando de festivais e shows com outros grupos. O primeiro álbum – “Diante da Cruz” - veio apenas em 1994 e foi gravado de forma independente. O trabalho ficou reconhecido como o primeiro disco de Heavy Metal católico do mundo. O reconhecimento, porém, foi além desse rótulo: em 1996, a Codimuc – braço fonográfico da Igreja Católica – relançou o álbum em CD, com melhor distribuição e divulgação. Isso impulsionou ainda mais o trabalho da banda. Em 1997, mantendo o estilo, eles apresentaram “Angústia Suprema”, um álbum marcado pelo profissionalismo e pela sofisticação.

Depois de uma década de existência, o Rosa de Saron passou por mudanças no estilo e na formação. O EP “Olhando de Frente”, de 1999, já denunciava um apelo a outras vertentes do rock: new metal, hard rock, pop. Um ano antes, o tecladista Eduardo Bortolato havia deixado a banda para se dedicar a projetos pessoais. Um ano depois, era a vez do vocalista Marcelo Machado sair. Queria se dedicar ao trabalho com a banda punk roqueira The Flanders. A perda foi bastante sentida. Só em 2002 a banda voltou com novo vocalista e novo álbum. “Depois do Inverno”, com Guilherme de Sá na voz, definiu um recomeço para o Rosa de Saron e repercutiu positivamente no meio católico. Em 2005, “Casa dos Espelhos” firmou de vez a fase pop da banda. Após tantos anos de estrada, já estava na hora de um “the best of”. Ele veio em 2007 no “Rosa de Saron Acústico”, com regravações de grandes sucessos. E para comemorar os vinte anos, em 2008 saiu o DVD Acústico ao Vivo, trabalho com a participação de vários nomes da música católica brasileira. Neste ano, a banda tem ainda novo motivo para festejar: a Som Livre (Organizações Globo), em parceria com a Codimuc, passa a distribuir o trabalho do Rosa de Saron. O fato testifica ainda mais a favor da popularidade e aceitação do som da banda dentro e fora da igreja.

Mudanças de estilos, saída de integrantes, recomeços, experimentalismos, letras bem construídas, compromisso com a sonoridade, sucesso no meio secular, vinte anos de carreira e na ativa. Pontos comuns entre Rosa de Saron e Oficina G3. Alguém pode torcer o nariz por serem católicos ou dedicar apenas simpatia por serem carismáticos. O Rosa de Saron não precisa nem de rejeição nem de consideração, mas é merecedor de respeito e admiração. De todos nós. (Com informações do site da banda, da Wikipedia e da Codimuc).


Ouça mais no MySpace ou no Canal Rosa de Saron no Youtube.

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